Compatibilidade multiprotocolo de sistemas de armazenamento de energia
Se as tomadas dos eletrodomésticos não forem compatíveis, pode adquirir um adaptador. Mas se uma estação de armazenamento de energia em baterias para casas com painéis solares de grande escala encontrar protocolos de comunicação incompatíveis, isso pode ser uma verdadeira dor de cabeça para a equipa de manutenção. Frequentemente, o Sistema de Gestão de Baterias (BMS), o Sistema de Conversão (PCS) e os terminais de monitorização são de fabricantes diferentes, cada um utilizando a sua própria linguagem. Isto exige que o dispositivo de armazenamento de baterias de 10 kWh tenha uma capacidade de "tradução" muito forte, a que costumamos chamar compatibilidade multiprotocolo.
Regras de Sobrevivência na Selva dos Protocolos
As unidades de controlo integradas nos sistemas de armazenamento de 10 kWh encontram, geralmente, uma grande variedade de padrões de comunicação. O Modbus TCP é um padrão consolidado e estável no campo do controlo industrial devido à sua abertura. O barramento CAN, com as suas características anti-interferência de nível automóvel, tornou-se a escolha preferida para a comunicação entre módulos de bateria. Com a crescente popularidade da energia distribuída e das micro-redes, a norma IEC 61850, para a automatização de subestações, começa também a ganhar uma força significativa no contexto do armazenamento de energia em baterias para residências.
Um excelente gateway de armazenamento de energia pode lidar com estes sinais complexos em simultâneo:
Diversas interfaces físicas: Deve ser compatível com RS485, portas Ethernet e até interfaces de fibra ótica.
Flexibilidade do mapeamento lógico: Mapeamento em tempo real de endereços de registo personalizados por diferentes fabricantes para um modelo de dados unificado.
Velocidade de resposta ao nível dos milissegundos: As flutuações na frequência da rede elétrica podem ocorrer num instante, e a análise da comunicação não pode tolerar qualquer atraso.
Quebra de silos de dados através da integração de hardware e software
A tendência atual é integrar a lógica de análise diretamente no firmware subjacente. Esta abordagem permite que os dispositivos de armazenamento de energia venham com um "dicionário multilingue" incorporado de fábrica. As equipas de I&D utilizam tecnologia de contentorização ou drivers modulares para tornar a adição de novos protocolos tão simples como instalar um plugin.
A lógica de conversão entre diferentes protocolos está dividida principalmente em três camadas. A camada inferior é responsável pelo envio e receção de mensagens em bruto. A camada intermédia realiza a anonimização de dados e a normalização de formato. A camada superior é responsável por alimentar estes dados limpos para a plataforma de gestão na nuvem. Esta arquitetura facilita a expansão futura do sistema. Mesmo que surjam novos padrões da indústria nos próximos anos, uma simples atualização remota será tudo o que será necessário.
Esta solução de compatibilidade com múltiplos protocolos reduz significativamente o ciclo de integração do projeto. Os dispositivos deixam de ser entidades isoladas e passam a formar uma rede de dados transparente. Durante todo o processo de operação e manutenção, todos podem visualizar o ecrã de monitorização de forma tão intuitiva e clara como ver um programa de TV.

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